quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O CINZA NÃO EXISTE.

Texto de autoria do Pr. Israel Belo de Azevedo.

Em nossos relacionamentos, convivemos com pessoas que consideramos maravilhosas. Elas podem ter uma falha aqui, outra ali, mas no geral são tão aprovadas por nós que as  temos em nossa restrita lista de amigos.

Pode ser que isso ocorra no círculo familiar, em que nos conhecemos melhor uns aos outros. Conseguimos relevar aqueles traços que não aprovamos, seja em nossos pais ou filhos ou irmãos, seja em quem escolhemos como companhia para nossa vida.

Eis que, de repente, somos surpreendidos. O honesto corrompeu o guarda depois de flagrado numa direção ilegal. O calmo explodiu em berros e socos de violência. O sempre altruísta encastelou-se em seu umbigo de onde não sai. O geralmente solidário se fechou. O confiável falou mal de você.

Colocamos, então, essas pessoas num limbo. Nós as colocamos à distância porque não sabemos interpretá-las. No fundo, temos dificuldade em continuar amando essas pessoas. Na verdade, ficamos confusos: tirando isto ou aquilo, são boas pessoas, dizemo-nos a nós mesmos.

O limbo é cinza. Fundimos o preto com o branco e inventamos o cinza. Faríamos melhor se pensássemos que o cinza não existe. As pessoas são preto e branco, não cinza. Diferentemente do que esperamos, os grandes são capazes de gestos pequenos e os pequenos são capazes de cometer grandes gestos.

Nos termos cristãos, todas as pessoas são tentadas e qualquer uma delas pode cair. Trazendo as experiências para mais perto, precisamos ter em mente que todos nós somos tentados e podemos cair.

Não queremos que as pessoas convivam conosco com o melhor que nós temos? Não estamos pedindo que nos aprovem em nossos erros, mas se alegrem com os nossos acertos, aprendam com nossas virtudes, celebrem nossos triunfos.

Nossos relacionamentos acontecem com pessoas reais, não com os cinzas imaginários  que criamos.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

QUANDO A GENEROSIDADE SE MULTIPLICA



Quando chegou a notícia, todos se incomodaram.
Um idealista mantinha um projeto para recuperação de dependentes químicos. Todos os seus recursos vinham de doações voluntárias, seja de dinheiro, comida, roupa e remédio.

Naquele dia, foi especial. Eram cem homens fortes, reclusos. Trabalhavam na horta e, quando vinham para o almoço, a fome era devoradora.

Mas a igreja se mobilizou para alimentar os famintos.
Quem tinha carro saiu pelas casas recolhendo alimentos. Sacos de arroz foram chegando. Enlatados em caixa apareceram. Uma família fez algo ainda especial: foi a um açougue e comprou peças inteiras de carnes nobres.

Por isto, o carregamento teve que chegar logo ao destino.
Um carro só não coube tudo. E lá se foram pela estrada de chão depois do asfalto.
Chegaram cedo. Deu tempo de ver ainda os rapazes tomando café e depois saindo para a horta. O grupo que chegou ajudou na cozinha.

Na hora do almoço, tudo estava pronto.
Naquele dia, as orações de gratidão foram mais vibrantes. A comida cheirava longe.
Depois de um culto breve, todos comeram com muita alegria.

Os que foram levar comida também se alimentaram, mas eles se alimentaram principalmente do prazer de terem levado comida aos que precisavam.
Naquele dia, houve multiplicação de gêneros alimentícios, mas houve sobretudo multiplicação de generosidade.

Texto de autoria do Pr. Israel Belo de Azevedo

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

DEUS AMA!

Publico outra vez este texto, para mostrar que apesar de todas as atrocidades que têm acontecido, Deus nos ama!

O amor de Deus, proporciona um grande descanso e prolonga o nosso viver. Sabemos que temos a vida eterna porque Ele nos deu a certeza absoluta através da morte de Jesus, na cruz do Calvário. Há paz em nós, a despeito de problemas ou aflições, porque o Senhor nos diz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou: não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14.27). Em Seu grande amor, ouve  nossas orações e atende conforme a Sua soberana vontade. Porque nos ama, quer que todos nós sejamos salvos, independente de quaisquer raças ou conceitos estabelecidos pelos seres humanos. O plano de Deus para todos  teria de passar pela cruz e ter derramamento de sangue, o precioso sangue de Seu Filho Unigênito.

O  plano de Deus para todos nós é a certeza de nos conceder a esperança de uma vida cada vez mais próxima d’Ele. O profeta Jeremias, sob a orientação divina escreveu: “Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jeremias 29.11).


Será preciso compreender que Deus sempre fará o melhor por nós e para nós. Para gozar destas alegrias e dos benefícios oferecidos pelo Senhor, devemos segui-Lo e, isto só será possível pelo recebimento de Seu Filho, Jesus Cristo, no coração. Quando alguém age desta forma, a Bíblia diz que há uma festa no Céu. (“Digo-vos que haverá alegria no Céu por um pecador que se arrepende…”Lucas 15.7a). Esta é a garantia de que o Senhor estará conosco para sempre e nada poderá nos separar de Seu tão grande amor. (“Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”
(Mateus 28.20).

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1)

Ser justificado é tornar-se justo diante de Deus, através do sacrifício de Jesus, na cruz do calvário. Depois de tornados justos, precisamos ser sal e luz deste mundo tenebroso. 

O servo de Deus dá-se a si mesmo, voluntariamente, para agradar ao seu Senhor e também ao seu próximo. Para ser sal da terra e luz do mundo é preciso exercitar e controlar os impulsos, segundo a vontade de Deus.

 Somos livres, e como livres, não podemos procurar apenas os nossos interesses pessoais, mas, sobretudo, agradar ao nosso Senhor e aos que estão à nossa volta que precisam de ajuda.

 Estejam, pois, longe de nós a amargura, a falta de controle emocional, o ódio, a ansiedade, a falta de misericórdia, a falta de perdão, a avareza, a discórdia e todas as coisas prejudiciais ao nosso bom desempenho como filhos do Deus Altíssimo e salvos por Jesus Cristo, o nosso SENHOR. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Os ciclos das aflições


Texto do Pr. Israel Belo

Passamos por aflições por diversos motivos. São várias as fontes para as nossas dores. Nós nos sentiríamos mais confortáveis se as explicações fossem mais simples. Sentir-se confortável é apenas uma das formas de não resolver as coisas. É importante que entendamos mais a origem dessas coisas, se queremos alterar o curso dela.

1. Passamos por aflições por causa de doenças que nos alcançam. Umas vêm por falta de cuidado com nossa saúde, mas outras não sabemos o porquê de nos acometerem.
Precisamos ter esta diferença bem clara, para não nos afundarmos ou na irresponsabilidade ou na culpa, que nada produzem.

2. Passamos por aflições por causa do sistema cruel de nosso mundo, em que os recursos naturais e financeiros não são divididos de modo justo, em que as questões não são julgadas com imparcialidade, em que a recompensa pelo mérito é também desigual, a despeito de todas as recomendações bíblicas (Miqueias 3.11).
O mundo deveria ser diferente, mas o pecado o tornou o que ele é.
Precisamos viver de tal modo que não sejamos os agentes dessas injustiças; antes, devemos viver como as luzes deste mundo (Mateus 6.26).

3. Passamos por aflições por causa de calamidades naturais e violências individuais que nos pegam de surpresa. Pode ser que uma chuva além da conta ou um calor insuportável nos assolem. Pode ser que o destempero de uma pessoa próximo ou a crueldade de um bandido desconhecido nos machuquem.
Precisamos viver de maneira tal que nossas atitudes não favoreçam as calamidades (cuidando bem, por exemplo, do lixo) e não nos aproximem dos riscos que podemos evitar. Devemos orar: "Senhor, livra-nos do mal" (Mateus 6.113).

4. Passamos por aflições por causa por causa do pecado que nós mesmos cometemos. Muitos de nossas dores vêm das consequências dos nossos pecados.
A repetida atitude dos antigos israelitas, quando confessaram os seus pecados ("Senhor, temos pecado contra ti" -- Juízes 10.10), deve também a nossa.
Só não deve ser nossa a falta de vigilância deles. A falta de vigilância nos leva ao ciclo de pecado > arrependimento > perdão > pecado. Por não vigiar, o povo Israel vivia neste ciclo.

É certo que Deus nos perdoará tantas vezes quando, tendo pecado, nos arrependermos de verdade. Nosso alvo deve ser viver de tal modo que não voltemos ao pecado, depois de termos experimentado a paz do perdão. Devemos evitar este ciclo nas nossas vidas.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SERVOS DE DEUS QUE TIVERAM DESÂNIMO.



Moisés
 -       Achou pesado o seu cargo ( Nm. 11.15) "Eu sozinho não
         posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para
         mim. E, se assim fazes comigo, mata-me, eu te peço, se te-
         nho achado graça aos teus olhos; e não me deixes ver o
         meu mal"

Josué –
         Teve medo dos inimigos (Js. 7.7) "E disse Josué: Ah! Senhor
         JEOVÁ! Por que, com efeito, fizeste passar a este povo o
         Jordão, para dares nas mãos dos amorreus, para nos
         fazerem perder? Tomara nos contentáramos com ficarmos
         dalém do Jordão".

Elias –
         Teve medo de uma mulher (I Rs. 19.4) "E ele foi ao deserto,
         caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zim-
         bro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: já basta, ó SE-
         NHOR;  toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que
         Meus pais".

Jó.  –
         Desejou a morte (Jó 10.1) "A minha alma tem tédio de minha
         vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da
         minha alma".

Davi -  
         O pecado o abateu (Sl. 42.6,9 "Ó meu Deus, dentro de mim a
         minha alma está abatida; portanto, lembro-me de ti desde a
         terra do Jordão, e desde o Hermom, e desde o pequeno monte.
         Direi a Deus, a minha Rocha: Por que te esqueceste de mim?
         Por que ando angustiado por causa da opressão do inimigo?"

Jeremias –
        Queixou-se de sua existência (Jer. 15.10) "Aí de mim, mi-
        nha mãe! Por que deste à luz homem de rixa e homem de con-
        tenda para toda a terra?         
       
CONCLUSÃO:

Precisamos procurar viver com a fé de Abraão; a convicção de Jó e a
visão de Paulo. (Gal. 2.20).

Tozer: "De que necessita este mundo, de homens intelectualmente bem dotados, exteriormente cheios de poder, ou de homens quebrados, mas interiormente transformados?"

"Procuremos viver de um modo simples, afastando todo pensamento de descontentamento, ansiedade, impureza e egoísmo, cultivando alegria, amor e o hábito santo do silêncio, com fé tranquila em Deus".

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O NOSSO TEMPO

A correria do dia a dia nos faz desistir de algumas coisas e não perseverar em outras. Grande parte da humanidade sofre do problema da falta de continuidade em seus projetos e, acaba por não finalizar o começado; não seja esta a nossa realidade. Sejamos coerentes em todos os nossos atos e estejamos atentos ao que Deus tem reservado para nós.

Alessandro Igor escreveu: "Antes de se considerar uma vítima da falsidade, pense se, na verdade não é você o culpado. Muitas vezes depositamos nas pessoas, mais confiança do que deveríamos e esquecemos que ninguém é totalmente verdadeiro o tempo todo". Esta é uma das causas complicadoras nos relacionamentos humanos. A decepção causada por pessoas mais próximas faz com que muitos fiquem fragilizados e optem pela desistência de algo que lhe seria de grande utilidade.

Precisamos vencer todos os obstáculos; sejam eles de pessoas, de enfermidade, materiais, psicológicos ou espirituais. Deus nos concederá as condições para superá-los, mas é necessário crer e fazer a nossa parte.