sábado, 9 de dezembro de 2017

A igreja do pastor Roboão




Artigo que recebi via e-mail

Roboão herdou um grande reino, ainda cheio do esplendor conquistado por seu pai, Salomão, e seu avô, Davi. Era dele o trono sobre todo o Israel. O 12º capítulo do 1º livro dos Reis conta a sua coroação, e como o povo, liderado por Jeroboão, queria que o novo rei aliviasse a pesada carga de tributos e trabalhos forçados que seu pai lhes havia imposto. Roboão lhes pediu que voltassem em 3 dias para ouvir a sua resposta. Buscou conselho, inicialmente, com os anciãos que haviam servido a seu pai, e esses lhes disseram que deveria se tornar “servo do seu povo” e falar-lhes “boas palavras” (v. 7), o que não satisfez Roboão. Procurou, então, os jovens que haviam sido criados com ele, e esses lhe aconselharam a ser ainda muito mais duro do que fora seu pai com o povo (vv. 11-12), o que terminou sendo feito “asperamente” pelo novo rei (v. 13), resultando na divisão do reino em dois, Israel ao norte (sob o comando de Jeroboão) e Judá ao sul (o que restou a Roboão).

Ainda que a Bíblia relate que todas essas coisas aconteceram segundo o propósito de Deus (v. 15), é possível daí extrair lições para a igreja evangélica atual, que despreza tanto os conselhos dos antigos e vive à caça de inovações. É verdade que muitas dessas novidades nada têm de “jovens” e são heresias seculares, mas elas rotineiramente reaparecem com a roupagem e o frescor de coisa nova, como se todo o caminho trilhado pela Igreja cristã ao longo de dois milênios não mais tivesse qualquer valor. Nada mais satisfaz os novos líderes evangélicos. Mesmo aquilo que foi uma aparente novidade dez anos atrás não tem mais qualquer serventia nesta ânsia desenfreada de parecer jovem e antenado, talvez "diferente", como se o cristianismo tivesse começado no dia em que o profeta de ocasião “sentiu o desejo no coração” de fundar uma nova denominação. Os templos enchem e as mentes se esvaziam, numa rotatividade mórbida de membros que entram e que saem, sem que ninguém realmente consiga identificar o que foi que eles aprenderam (e principalmente creram – ou não) sobre Jesus. Isso, entretanto, não importa aos líderes, já que seu único compromisso é com sua vaidade e o culto ao seu próprio ego, imune a conselhos de qualquer época e espécie.

É neste aspecto que o conselho dos anciãos - que Roboão rejeitou – continua válido para os dias atuais. Precisamos de pastores que sejam, também, “servos do seu povo” e não que dele se sirvam. Quando os anciãos aconselharam Roboão a dizer “boas palavras” aos seus súditos, não estavam lhe pedindo que fosse demagogo ou hipócrita, mas que seguisse a gentileza, retidão, justiça e humildade, e que o rei não se esquecesse que a boa liderança inclui necessariamente o bom serviço, como o próprio Jesus se dispôs a fazer (Marcos 10:45). A autoridade do rei (e do líder cristão) não deriva, portanto, dos decretos egocêntricos ou do estilo áspero e inatingível de se impor, mas do respeito que ele tem por seu povo e pelo serviço que lhe devota. Infelizmente, hoje há muitos pastores que se preocupam mais com suas “determinações” e seus comandos imperativos do que simplesmente servir ao seu rebanho, com temor e tremor, o puro e imaculado evangelho da cruz de Cristo.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

QUANDO A MORTE CHEGA - PERDA NA FAMÍLIA.



A morte faz parte da vida! É forte e intensa, mas é o único meio de transporte dos viventes para a eternidade; é comum a todos, uma vez que ela em consequência do pecado, estendeu-se à humanidade. “Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens...” (Rm.5.12). “O salário do pecado é a morte.”.(Rm. 6.23).
O que fazer quando a perda de um ente querido nos assola? Palavras humanas não conseguirão suprir a necessidade e a carência por causa de tal perda. Somente quem sofre tem a dimensão desta dor. O apóstolo Paulo na II carta aos coríntios 1.3 e 4 diz: “Deus é o Pai das misericórdias e de toda consolação que nos consola em toda a nossa tribulação.” 

Também nos mostra que um dia Jesus virá buscar a Sua Igreja. “O Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro...Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”(I Ts.4.16,18). Busque, no Senhor, o conforto para o seu coração e, Ele dará paz a você. Creia, Jesus o (a) ama como se fosse único (a) e, por isso, o (a) ajudará a superar a intensa dor que está sentido neste momento. 

No evangelho de João 11.25 o próprio Jesus diz: “Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”, isto significa dizer: Todos os que morrerem, crendo em Jesus Cristo como o seu Salvador, terão vida eterna. Para que isto aconteça é preciso que haja preparação em vida. A Bíblia diz em Amós 4.12: “Prepara-te para te encontrares com o teu Deus”. Entendemos então, que sem preparação espiritual, ninguém alcançará a eternidade com Deus. Apesar dessa dor que está sentindo, a vida continua e, você precisa ter a certeza de sua salvação eterna. Saiba que um dia todos comparecerão diante do Tribunal de Deus e, o Justo Juiz dirá aos salvos: “Vinde benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25.34).Mas, dirá também aos que em vida não aceitaram a salvação: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25.41).

 Não há outra opção; ou você decide seguir a Jesus nesta vida para ouvir o “Vinde bendito(a) de meu Pai”, ou o seu futuro eterno será tenebroso. Decida-se: Busque no Senhor não somente o conforto para o seu sofrimento, mas, principalmente acertar as contas com Deus e Ele o (a) abençoará e, na eternidade o (a) acolherá em Seus braços para sempre.

sábado, 14 de outubro de 2017

O CARÁTER DE UM SERVO DE DEUS.

Escrevi este texto em 2010 - republico.

O caráter não vem através da beleza física ou poder sócioeconômico. Os servos de Deus têm em si mesmos, a marca de Cristo, e, esta marca os caracteriza como pessoas de caráter, isto é, cumpridores de suas obrigações e que verdadeiramente amam a Deus e ao próximo.
 
No Segundo Livro de Samuel, nos capítulos 13 a 18,  vemos a história de um homem sem caráter (Absalão), inflamado e que extrapolou todas as expectativas da época. Demonstrou ostentação e poder; fugiu dos preceitos básicos da decência e da humildade. Por ser um grande comunicador, foi fácil arregimentar um grande número de seguidores. Usou da mentira e engano para tentar assenhorar-se do trono de seu próprio pai. A seguir, o que aconteceu à sua vida, foi um verdadeiro desastre, principalmente para o Rei Davi, seu pai, que muito sofreu, pois o amava profundamente.
 
Em nosso tempo presente devemos ter cuidado, para não cairmos na mesma armadilha em que Absalão caiu ao pensar estar fazendo a coisa certa, quando na verdade queria apenas tomar o poder pela força, esquecendo-se da bondade, da misericórdia e do amor de Deus, que a tudo contempla e a Seu tempo, concede a cada um conforme a Sua soberana vontade, que é boa, agradável e perfeita.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

INDEPENDÊNCIA.

Texto publicado originalmente dia 7 de setembro de 2011

A nossa independência política diante de Portugal aconteceu dia 7 de setembro de 1822. É claro que muitas coisas ainda não foram totalmente explicadas, mas, isso não importa; o que realmente importa é que somos independentes e ao mesmo tempo escravizados. Não se pode dizer que um país é independente se os seus habitantes sofrem com tanta violência, falta de respeito, falta de educação, falta de saúde pública, falta de saneamento básico, enfim, de muitas outras coisas.
A maior falta de independência está na área espiritual. A Bíblia diz: “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para a sua herança” (Salmo 33.12). Como o nosso país pode ser independente se a grande maioria de seu povo vive “presa” a superstições e aos mais variados credos? Entendo que as pessoas são livres para escolher a quem servir como o seu deus. Entretanto, a Palavra de Deus indica a quem devemos servir, e, somente a Ele.

Quando servimos ao Deus verdadeiro somos independentes do pecado, que causa a destruição de nossa alegria; faz-nos sentir falta de paz e sem dúvida nos afasta de nosso Pai celestial. Os “escravizados” pelo pecado sentem em si mesmo um grande complexo de culpa e, isto, paralisa os seus sonhos, projetos, anseios, tornando-os em devaneios, causando-lhes enfermidades e até a morte.

A independência de nosso País somente se dará por completo, quando o pecado for vencido e o nosso povo tiver a plena consciência de não mais ser subjugado. O apóstolo Paulo escreveu em Romanos 6.14: “O pecado não terá domínio sobre vós”. A condição para a verdadeira independência é o arrependimento sincero e consequente pedido de perdão ao Senhor da vida, assim como fez o Rei Davi: “Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares” (Salmo 51.2-4).

Ao confessar pecados toda pessoa tem um desejo constante de viver em pureza de coração, de não mais praticar coisas erradas; começa então a crer verdadeiramente em Jesus Cristo e sua independência acontecerá para todas as práticas nocivas, que existiam em seu cotidiano. Jesus mesmo diz: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”(João  8.32,36).

O nosso amado País precisa libertar-se das cadeias espirituais para que o seu desenvolvimento seja completo. A minha oração é que Deus abençoe nossas autoridades, e os líderes espirituais consigam fazer o povo entender a maior independência que existe: a certeza da salvação eterna.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

DEUS E A FAMÍLIA.


Texto publicado originalmente em 21 de novembro de 2010

A família foi criada por Deus. Logo após a criação do homem (Adão), Deus viu que não era bom que ele (homem) estivesse só. Providenciou, então, uma companheira (ajudadora) para que houvesse satisfação pessoal e mútua. Foi estabelecido o primeiro lar, a primeira família. Deus os fez macho e fêmea, isto é, um homem, chamado Adão, e, uma mulher, chamada Eva. Fica muito claro que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher, e portanto, monogâmico e somente poderá ser desfeito pela morte, ou, em caso muito especial, se acontecer traição de um dos cônjuges. A família é, pois, a primeira instituição social. O seu propósito deve ser a glorificação do nome do SENHOR. A provisão necessária aos seus membros dar-se-á através da educação, do aconchego, da segurança, do trabalho honesto e do companheirismo entre todos que fazem parte dela. Dentro da família há possibilidades para que tudo seja contemplado de forma harmoniosa, embora muitas atrocidades estejam acontecendo no seio de alguns lares. Há muitos que estão tentando desmoralizar a instituição família. Apregoam que ela está falida; outros fazem questão de mostrar, principalmente a televisão, apenas questões que destroem aquilo que Deus criou. Apresentam soluções para os casamentos que estão em crise, através do adultério. Os filhos desrespeitam aos pais e estes aos filhos. Os jovens levam suas namoradas ou namorados para casa e dormem juntos como se nada de anormal estivesse acontecendo. Enfim, a televisão dá uma grande contribuição maléfica às famílias, especialmente através de suas novelas que são inadequadas para qualquer faixa etária. É preciso reagir. É tempo de purificação. Não podemos permitir que nossas famílias sejam objetos nas mãos manipuladoras que enganam a pretexto de entretenimento. Nunca em toda a história da humanidade, tantas coisas que a Bíblia apresenta como precedentes do final dos tempos, aconteceram conjuntamente. Em Mateus 24.7 há o anúncio de todas elas. Muitos poderão argumentar que estas coisas sempre aconteceram. É bom lembrar que aconteceram esporadicamente. Agora, acontecem quase que sincronizadas. Isto é, muito próximas uma das outras. A exortação de Jesus é: “Vigiai; pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”(Mt.24.42). Quando Deus destruiu a terra com o dilúvio, a sua Palavra nos afirma que todos haviam-se corrompido. As imoralidades grassavam. O castigo veio e apenas Noé, sua mulher, seus três filhos e suas três noras escaparam. Deram início a uma nova fase da humanidade. O que acontece em nossos dias assemelha-se ao que antecedeu à destruição através da  água. Você que leu até aqui, saiba que o final virá; não mais pela água, mas pelo fogo e tudo será destruído. É preciso ter discernimento espiritual para entender estas coisas. A nossa família deve ser o nosso foco principal aqui neste mundo. Necessitamos  falar da salvação em Jesus Cristo; da pureza de alma; dos bons costumes; do respeito às Leis e principalmente do temor a Deus. Há esperança para aqueles que assim agirem e o Senhor mesmo os recompensará. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da  vida (Apocalipse 2.10). Preserve a santificação da sua família. Abra mão dos deleites deste mundo e viva em conformidade com a Palavra de Deus.

terça-feira, 28 de março de 2017

O QUE FAZER PARA TER PAZ?

Texto escrito dia 24 de novembro de 2010


Ter paz independente de circunstâncias, entretanto, nem todos conseguem tê-la, pois, vivem preocupados com tantas coisas, que esquecem o principal, a verdadeira paz que está somente em Jesus. Ele mesmo nos deixou esta grandiosa mensagem: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14.27), e, no capítulo 16, versículo 33 diz “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

 Entendemos que seguir a Jesus é ter paz completa, independente de quaisquer fatores a favor, ou, contrários à nossa vontade. Ter paz é saber que, mesmo sob pressão psicológica, financeira, social, relacional ou outras quaisquer, Jesus está em nós e conosco; nos ajuda a suportar todos os tipos de provações, aflições ou, ainda, perdas materiais, sentimentais, familiares, assim como nos momentos de alegria, não nos deixa perder ou abandonar a nossa fé; porque o nosso espírito está ligado ao Seu Espírito e, assim, vivemos confiantes na providência Divina em nós. Enfrentar aflições é algo inerente ao ser humano, não uma maldição, como muitos acreditam.

 O próprio Senhor Jesus Cristo nos afirma em Sua Palavra, como acima exposto; mas, isto não equivale dizer que devemos nos conformar com algum tipo de sofrimento, pelo contrário, o conselho é: “Ter bom ânimo”. O nosso modo de agir determinará aonde queremos chegar; Deus não fará por nós o que podemos realizar. Apesar de nossa paz não depender de circunstâncias, precisamos trabalhar com todos os nossos esforços para que a consigamos, através de uma busca incessante de comunhão com Deus.

quarta-feira, 22 de março de 2017

A IGREJA E SUAS MUDANÇAS.

Texto publicado dia 8 de dezembro de 2010


Muitos movimentos já aconteceram, acontecem e, ainda acontecerão no decorrer da história da Igreja de Cristo. Alguns há que proclamam que a liturgia engessa a igreja e, por isso, acham que o certo é liberar; liberam tanto, que às vezes até bebida alcoólica e uniões abomináveis para Deus são práticas comuns. 
 
Devemos primar pela glória de Deus em nós; pelo nosso aperfeiçoamento, enquanto discípulos de Jesus, edificando-nos e aos outros, para que o Reino de Deus seja expandido de forma equilibrada. Infelizmente alguns, que se acham mais santos que os outros, criam fórmulas diferentes do contexto bíblico, para agradarem "gregos" e "troianos", e, com isto trazem para o seio da igreja coisas que o mundo oferece (discoteca gospel, danças, trenzinhos, pula-pula, enfim, várias coisas contrárias à Palavra de Deus). A Igreja Apostólica estaria fora da "contextualização" destas atuais, pois, não se coadunaria com tais práticas. O que hoje fazem acabará, em um futuro próximo, por dividir o que era uno.
 
 A Palavra de Deus não erra: Quando Jesus perguntou, a respeito de sua volta, se acharia fé na Terra, um dos motivos é este em achar que movimentar o corpo traduz-se em espiritualidade; quando na verdade leva apenas para o lado sensual destes movimentos. As verdadeiras igrejas proclamadoras da genuína fé deverão estar preparadas para receber de volta aqueles que as deixaram, ou, que ainda as deixarão.