quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Os ciclos das aflições


Texto do Pr. Israel Belo

Passamos por aflições por diversos motivos. São várias as fontes para as nossas dores. Nós nos sentiríamos mais confortáveis se as explicações fossem mais simples. Sentir-se confortável é apenas uma das formas de não resolver as coisas. É importante que entendamos mais a origem dessas coisas, se queremos alterar o curso dela.

1. Passamos por aflições por causa de doenças que nos alcançam. Umas vêm por falta de cuidado com nossa saúde, mas outras não sabemos o porquê de nos acometerem.
Precisamos ter esta diferença bem clara, para não nos afundarmos ou na irresponsabilidade ou na culpa, que nada produzem.

2. Passamos por aflições por causa do sistema cruel de nosso mundo, em que os recursos naturais e financeiros não são divididos de modo justo, em que as questões não são julgadas com imparcialidade, em que a recompensa pelo mérito é também desigual, a despeito de todas as recomendações bíblicas (Miqueias 3.11).
O mundo deveria ser diferente, mas o pecado o tornou o que ele é.
Precisamos viver de tal modo que não sejamos os agentes dessas injustiças; antes, devemos viver como as luzes deste mundo (Mateus 6.26).

3. Passamos por aflições por causa de calamidades naturais e violências individuais que nos pegam de surpresa. Pode ser que uma chuva além da conta ou um calor insuportável nos assolem. Pode ser que o destempero de uma pessoa próximo ou a crueldade de um bandido desconhecido nos machuquem.
Precisamos viver de maneira tal que nossas atitudes não favoreçam as calamidades (cuidando bem, por exemplo, do lixo) e não nos aproximem dos riscos que podemos evitar. Devemos orar: "Senhor, livra-nos do mal" (Mateus 6.113).

4. Passamos por aflições por causa por causa do pecado que nós mesmos cometemos. Muitos de nossas dores vêm das consequências dos nossos pecados.
A repetida atitude dos antigos israelitas, quando confessaram os seus pecados ("Senhor, temos pecado contra ti" -- Juízes 10.10), deve também a nossa.
Só não deve ser nossa a falta de vigilância deles. A falta de vigilância nos leva ao ciclo de pecado > arrependimento > perdão > pecado. Por não vigiar, o povo Israel vivia neste ciclo.

É certo que Deus nos perdoará tantas vezes quando, tendo pecado, nos arrependermos de verdade. Nosso alvo deve ser viver de tal modo que não voltemos ao pecado, depois de termos experimentado a paz do perdão. Devemos evitar este ciclo nas nossas vidas.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SERVOS DE DEUS QUE TIVERAM DESÂNIMO.



Moisés
 -       Achou pesado o seu cargo ( Nm. 11.15) "Eu sozinho não
         posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para
         mim. E, se assim fazes comigo, mata-me, eu te peço, se te-
         nho achado graça aos teus olhos; e não me deixes ver o
         meu mal"

Josué –
         Teve medo dos inimigos (Js. 7.7) "E disse Josué: Ah! Senhor
         JEOVÁ! Por que, com efeito, fizeste passar a este povo o
         Jordão, para dares nas mãos dos amorreus, para nos
         fazerem perder? Tomara nos contentáramos com ficarmos
         dalém do Jordão".

Elias –
         Teve medo de uma mulher (I Rs. 19.4) "E ele foi ao deserto,
         caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zim-
         bro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: já basta, ó SE-
         NHOR;  toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que
         Meus pais".

Jó.  –
         Desejou a morte (Jó 10.1) "A minha alma tem tédio de minha
         vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da
         minha alma".

Davi -  
         O pecado o abateu (Sl. 42.6,9 "Ó meu Deus, dentro de mim a
         minha alma está abatida; portanto, lembro-me de ti desde a
         terra do Jordão, e desde o Hermom, e desde o pequeno monte.
         Direi a Deus, a minha Rocha: Por que te esqueceste de mim?
         Por que ando angustiado por causa da opressão do inimigo?"

Jeremias –
        Queixou-se de sua existência (Jer. 15.10) "Aí de mim, mi-
        nha mãe! Por que deste à luz homem de rixa e homem de con-
        tenda para toda a terra?         
       
CONCLUSÃO:

Precisamos procurar viver com a fé de Abraão; a convicção de Jó e a
visão de Paulo. (Gal. 2.20).

Tozer: "De que necessita este mundo, de homens intelectualmente bem dotados, exteriormente cheios de poder, ou de homens quebrados, mas interiormente transformados?"

"Procuremos viver de um modo simples, afastando todo pensamento de descontentamento, ansiedade, impureza e egoísmo, cultivando alegria, amor e o hábito santo do silêncio, com fé tranquila em Deus".

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O NOSSO TEMPO

A correria do dia a dia nos faz desistir de algumas coisas e não perseverar em outras. Grande parte da humanidade sofre do problema da falta de continuidade em seus projetos e, acaba por não finalizar o começado; não seja esta a nossa realidade. Sejamos coerentes em todos os nossos atos e estejamos atentos ao que Deus tem reservado para nós.

Alessandro Igor escreveu: "Antes de se considerar uma vítima da falsidade, pense se, na verdade não é você o culpado. Muitas vezes depositamos nas pessoas, mais confiança do que deveríamos e esquecemos que ninguém é totalmente verdadeiro o tempo todo". Esta é uma das causas complicadoras nos relacionamentos humanos. A decepção causada por pessoas mais próximas faz com que muitos fiquem fragilizados e optem pela desistência de algo que lhe seria de grande utilidade.

Precisamos vencer todos os obstáculos; sejam eles de pessoas, de enfermidade, materiais, psicológicos ou espirituais. Deus nos concederá as condições para superá-los, mas é necessário crer e fazer a nossa parte.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

TRAGÉDIAS/SOLIDARIEDADE

                Temos visto e ouvido sobre grandes tragédias naturais, no começo de cada verão, em algumas cidades em diversos Estados de nosso País. O que fazer? Colocar a culpa nos governantes? Claro que há uma parcela de culpa sobre eles, pois não fazem o que deveria ser feito, com antecedência, para evitar tais calamidades.       

                 O problema que afeta uma parcela significativa da população menos favorecida é a moradia e, estas pessoas passam a residir em locais tidos como perigosos, pois estão próximos às encostas ou às margens de rios, que se tornam em ameaça àqueles que, por não terem condições financeiras, ali habitam.

                    Os Estados mais afetados este ano são: Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. É muito triste saber que pessoas, como nós, estão neste momento sem moradia, sem alimentação, sem medicamentos, sem água; coisas simples, mas que  representam a sua sobrevivência. Qual será a nossa atitude em relação a este drama tão grave? Ficaremos de braços cruzados à espera de ajuda governamental ou faremos o que precisa ser feito? O que precisa ser feito é pela solidariedade, no envio de ajuda tanto financeira quanto material.

                       A nossa solidariedade deve ser no sentido de procurarmos quem receberá os donativos para enviá-los aos que necessitam. A Associação das Igrejas Batistas da Ilha do Governador "AIBIG" propôs-se em ajudar no recebimento  e no envio destes donativos. Devemos procurar uma Igreja Batista mais próxima de nossa residência para fazer a entrega das doações e informar que se destinam ao Estado do Espírito Santo.
                    
                      A hora é de ajudar e não de culpar os que não fizeram a sua parte. Todos juntos e irmanados poderemos fazer grandes coisas, para a Glória de Deus.

                    Aos discípulos de Jesus cabe orar em intercessão pelos que perderam seus entes queridos, para que sejam consolados pelo Senhor.
                  
                         

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O QUE É SER ÉTICO?


Ser ético parece ter deixado de existir. O que era transgressão dos bons costumes tem hoje conotação diferente de erro e passou a ser considerado o normal. Os desonestos tentam a todo custo nos impingir suas ideias nefastas, que deterioram a família, os bons costumes e os valores construídos a duras penas por toda uma sociedade.

Precisamos fazer a diferença em uma sociedade injusta, cheia de preconceitos, que procura ser pragmática e com isso, fazer valer os seus conceitos pecaminosos. Não podemos nos acomodar e deixar o “barco” correr. Devemos sim, levantar a nossa voz, sob a égide do Espírito Santo e lutar contra todas essas maldades disseminadas que têm acontecido e continuarão a acontecer se nada for feito por nós, o povo escolhido de Deus (I Pedro 2.9 "Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz").
"Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, preocupadas com o outro dia em que terão de enfrentar alguns problemas. Pensam que por ganharem mais coisas a felicidade será com elas. Sacrificam relacionamentos, não raciocinam que as pessoas são mais importantes do que as coisas materiais. Relacionamentos são mais preciosos do que riquezas. É melhor ter uma casa simples onde a harmonia e a paz reinam do que viver com grande pompa onde predomina a discórdia".
Ser ético é estar inteiramente concorde com a Palavra de Deus; é amá-Lo com inteireza de  coração; é ter sentimentos nobres; é viver em comunhão com o Senhor e com o próximo; é desejar para os outros, o que gostaríamos que nos fizessem. Enfim, é saber que os olhos de Deus estão sobre todos e que nada Lhe passa despercebido. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

DEUS NÃO PRECISA DO NOSSO AMOR.


 Texto de autoria do Pr. Israel Belo de Azevedo.
           


         Um senso comum garante que algumas pessoas não vão a Deus pelo amor, mas pela dor.

           Outro senso comum rejeita o aforismo, porque seu amor a Deus o leva a rejeitar a ideia de que Deus promova a dor para receber o louvor das pessoas.

           Todos concordarão que o sofrimento pode gerar uma reflexão capaz de levar as pessoas ao reconhecimento do amor de Deus.

           Concordar com estes dados, observados no dia a dia, é diferente de aceitar a proposição que Deus tenha como método inflingir-nos a dor para reconhecermos sua grandeza.

           Embora não a queiramos, a dor nos alcança: uma tragédia, uma morte, uma decepção, um ataque, uma enfermidade, um abandono. Se ela nos alcança, o que fazemos com ela?

           Seremos sábios, se nos pusermos a refletir: nós a causamos? poderíamos ter feito algo para evitá-la? fomos abandonados por Deus enquanto sofríamos?  Estávamos vivendo num nível moral e espiritual aceitável? há virtudes que podemos acentuar e defeitos a eliminar?

           A dor, portanto, conquanto lamentável, pode ser útil para uma vida melhor.
Uma vida melhor necessariamente inclui o sentimento de que somos amados por Deus

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

BÍBLIA - FIEL PALAVRA DE DEUS.


·         O rev. Hernandes Lopes descreve a Bíblia assim:

“A Bíblia é o livro dos livros. Inspirado por Deus, escrito pelos homens, concebido no céu, nascido na terra, odiado pelo inferno, pregado pela igreja, perseguido pelo mundo e crido pelos fiéis.

A Bíblia é o livro dos paradoxos: é o livro mais lido e o mais desconhecido. É o livro mais amado e o mais odiado. É o livro mais obedecido e o mais escarnecido. É o mais pregado e o mais combatido.

A Bíblia tem sido o farol de Deus na escuridão da história. Ela é o fanal que orienta o nauta. Ela é o mapa que norteia o caminhante. A Bíblia é o coração de Deus aberto. É o braço de Deus estendido. É a vontade de Deus declarada.

Na Bíblia os céus e a terra se abraçam. O infinito toca o finito. O eterno invade o temporal. O divino e o humano se encontram.

A Bíblia é a espada do Espírito - poderosa arma de combate contra as hostes inimigas que conspiram contra nós, que com sutilezas vis tentam nos arrastar na correnteza do pecado e nas seduções do mundo.

A Bíblia é o bisturi de Deus que corta e amputa os tumores infectos da alma e cirurgia os abcessos do coração.

A Bíblia é fogo que consome os entulhos da nossa vida e queima a pragana que suja a nossa alma.

A Bíblia é martelo que quebra as nossas resistências e a dureza pertinaz do nosso coração.

A Bíblia é o livro de Deus. É o livro do céu. É o livro dos livros. É o livro acorrentado que tem trazido livramento. É o livro queimado nas fogueiras que tem tirado vidas das chamas do inferno. É o livro odiado que tem ensinado o perdão. É o livro que aponta para a salvação!”

· A Bíblia é a luz que ilumina nosso caminho e nos impede de pisar em armadilhas, em ciladas e lugares que tragam dor e decepção para nossa história de vida.